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Guerreiro da pena e da espada

por Valberto - DF/Taguatinga - 05-Apr-2011

Um dos meus grandes prazeres foi, e sempre será, escrever. Eu adoro como as palavras surgem como mágica na minha frente, formando frases e encadeando idéias, desvendando aquilo que de alguma forma já estava na minha cabeça. Sim, escrever é um prazer, mas acima de tudo é algo que faz parte da minha personalidade.

Mas acabou que até pouco tempo atrás era apenas um “teórico das letras”. Um guerreiro que lutava com a pena, mas que apenas sonhava em
lutar com a espada. Mas isso mudou e hoje eu posso dizer que escrevo diferente. Escrevo o meu caminho. Eu desejo o meu caminho e luto para
que aquilo que eu escrevo na minha mente vire realidade. Minhas armas são a coragem, a humildade, a força e o desejo de aprender. Hoje eu
tenho uma nova espada. Ela foi um presente especial de todos os meus senpais aqui de Brasília e especialmente do Sensei que ainda não tive
a honra de conhecer pessoalmente, mas cujas palavras tocaram-me profundamente. Esta espada nova não pode ser pendurada ou esquecida
num armário e enquanto eu puder ler e escrever, enquanto eu puder sentir e sonhar, enquanto eu tiver forças para realizar os meus
sonhos, o seu fio jamais perderá o corte. Esta espada é a minha alma. Afie sua alma, carregue-a com orgulho, avance sem medo e deixe que os
problemas saiam do seu caminho. Seja um rinoceronte que não para por nada, seja um espadachim, seja um filósofo da espada, enfim, seja. Siga seu sonho. E depois, se puder, escreva o que viveu...

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Carlos - Brasília-DFDomo arigato Valberto pela maestria com que conseguiu expressar com poucas mas afiadas palavras o verdadeiro pensamento de um guerreiro. (Continues)

Igor - BrasíliaDomo arigatou gozaimasu e omedetou gozaimasu pelas palavras, Valberto.
Em frente no Caminho, sempre mantendo o fio da alma como o da katana! (Continues)

Olá amigos!

por Silva - PE/Recife - 29-Mar-2011

Recente mudei-me para Recife (Quente!).

Venho da cidade de São Paulo, e lá trabalhava na sede geral do Niten.

Em São Paulo eu tive a sorte de treinar e conviver diariamente com nosso Sensei Jorge Kishikawa, e também com os senpais (veteranos) do Niten.

Estabeleci-me aqui em Recife para ajudar no desenvolvimento dos treinos em Recife e região.

Coordenador Silva

Coordenador Silva realizando Kata

 

Relato Fonseca

por Fonseca - MG/Belo Horizonte - 18-Mar-2011

No mês de fevereiro/2011, tive a oportunidade de participar de um Shugyo junto ao Niten em São Paulo. Em que pese fosse a segunda vez que seguia para o treinamento, não me iludi em acreditar que a experiência seria previsível: somos outros e diferentes, eu e o Niten, em relação ao Shugyo realizado em junho/2009.

Assim como da primeira vez, acredito que um ciclo se encerrava para mim no Dojo e um novo se iniciava, sendo o treinamento intensivo a forma encontrada para marcar esse acontecimento. O espírito era o mesmo daquele que inspirou a fênix mitológica: despir-se do que já é velho e desgastado para permitir a renovação, o nascimento do novo.

A experiência, logo de início, já apresentou uma diferença crucial. Enquanto da primeira vez permaneci como único Shugyo da ADM, desta vez compatilhei os treinos com outros colegas. Aprendi sobre a força e importância dessa união, como corolário da Compaixão que deve nortear a vida do Samurai, pelo que sou grato a todos os envolvidos.

Também fui desafiado com o desconhecido. Seja nas missões externas, em lugares nunca visitados da cidade, seja nas internas, envolvendo trabalhos com os quais não tinha experiência (notoriamente a carpintaria), a insegurança de lidar com o desconhecido esteve por diversas vezes presente. Sair da esfera de conforto e expandir os horizontes são conceitos chaves para permitir a renovação, e o sucesso nessas empreitadas era acompanhado de um sentimento de realização pessoal sem igual.

Os treinos diários testavam os limites do corpo e a energia. O Bogu sequer tinha tempo para secar. Mais do que isso, entretanto, os limites do espírito eram muito mais graves e difíceis de superar. As frustrações, a incapacidade de alcançar os objetivos, o sentimento de impotência, todos se acumularam para me derrubar e quase tiveram sucesso. Felizmente, através das lições dos Senpais, consegui recuperar o foco e começar a compreender o que se esperava de mim, deixando o que era inútil de lado.

Por fim, a convivência com todos, os treinamentos com o Sensei, a culinária do Senpai Fugita, as cobranças do Senpai Wenzel, a energia dos Senpais Gilberto, Adeval e Silva, o companheirismo do Senpai Brandolin, todos trouxeram lições e lembranças queridas que já contribuem para trilhar o Caminho. Ao me despedir, entretanto, vieram as palavras do Sensei que mais me marcaram: eu não era um convidado na casa do Niten, o Niten já é a minha casa.

Domo Arigato Gozaimashita Sensei, por fazer no Niten o meu segundo lar

Fonseca - unidade Belo Horizonte

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Santos - GoiâniaKonnichiwa, senpai Fonseca! Domo arigato gozaimashita pelas palavras! Foi uma honra tê-lo conhecido e recebido algumas orientações suas no primeiro dia do meu primeiro shugyo, que sinto que também me renovou como uma fênix. Agora ao ler este seu relato, l (Continues)

Lição de Paciência e Educação dada pelas Vítimas no Japão

por Niten - Internacional - 15-Mar-2011

Reportagem publicada no jornal O Globo (ver link da matéria), no caderno Mundo, em 15/03/2011 às 00h37m., enviada a nós por um aluno.



Por: Cláudia Sarmento

SENDAI, Japão - Num abrigo improvisado tomado por famílias japonesas com crianças pequenas, todos vivendo o que consideram ser os momentos mais difíceis de suas vidas, a mãe de duas meninas faz uma reverência para a jornalista estrangeira que a aborda e responde gentilmente: "Sim, posso dar entrevista. Muito prazer em conhecê-la". A moça conta sua história - seu prédio está ameaçado de desabamento, e ela não pode voltar - com um semblante cansado, mas de um jeito contido. Está sem perspectivas, mas não pede ajuda de quem ainda tem água, comida e combustível - três itens que valem ouro no nordeste do Japão - nem diz palavras que possam soar como um protesto contra as autoridades ou um lamento contra seu destino. Os japoneses estão sofrendo muito, a situação é dramática em algumas áreas, mas é impressionante a maneira ordeira como se comportam no pior dos momentos.

Em dois dias, o GLOBO percorreu 1.200 quilômetros de carro pelo interior do país, saindo de Tóquio em direção a Sendai. Filas em postos de gasolina, supermercados e lojas de conveniência são agora a principal paisagem da província de Miyagi, que contabiliza o maior número de mortos. Mas são exatamente isso: filas, e não tumultos. É uma sociedade acostumada a seguir regras, mesmo quando o que mais temem - imprevistos - acontece. Há engarrafamentos em alguns pontos das estradas, mas tentar escapar pelo acostamento, por exemplo, é uma cena impensável.

Gente que já não tem para onde voltar espera nos abrigos improvisados as próximas ordens - em silêncio. Alguns compartilham suas experiências, mas nada tem a marca do exagero. Falam baixo e pausadamente, sem atropelos. É uma das muitas regras do rígido e organizado país que, não se pode esquecer, é um arquipélago: o coletivo é mais importante do que o individual, e não se destacar - ser igual - é uma virtude. É uma filosofia que custa caro para quem quer exatamente o oposto - ser diferente - mas em momentos como este, de tragédia nacional, o resultado é exemplar.

Depois de conversar com a mãe das meninas, uma faxineira que ajudara a salvar os vizinhos de seu apartamento, arrombando uma porta de emergência que travara após o terremoto, a equipe de reportagem do GLOBO deixa o abrigo e tenta avançar em direção ao litoral. No meio do caminho, um problema é constatado: a carteira com cartões de crédito e mais de US$ 700 ficara para trás, num momento de desatenção. Os japoneses gostam de receber o cartão de visita das pessoas com quem falam e, na pressa para vasculhar a bolsa em busca dessa identificação, provavelmente a carteira caíra. A primeira reação de uma brasileira é dizer que nem adiantava voltar, era melhor cancelar os cartões e dar o dinheiro como perdido. O japonês que dirigia o carro do GLOBO, o fotógrafo Suzuki Kantaro, se espantou e avisou:

- Vamos voltar e a carteira estará lá. Não existe outra possibilidade.

Voltamos. E a carteira estava lá. Havia sido achada e entregue, intacta, para os funcionários da escola transformada em abrigo, um lugar onde as pessoas já não têm quase nada, mas davam mais uma tremenda lição de dignidade e correção.



Tags: Japao,
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Antonio Carlos T Lima - Uma única palavra para resumir a história da carteira perdida:
BUSHIDO. (Continues)

Pinheiro - ManausRealmente e uma educação e costume muito diferente do ocidental, quem sabe um dia seremos assim, torço para caminharmos para esse sentido do Caminho, pessoas corretas existem, poucas mas existem.

(Continues)

Midori - yamanashiTomara que essas noticias sirvam para abrir os olhos do pessoal! (Continues)

O Samurai contra o demônio das sombras

por adm - blog - 23-Feb-2011

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Cristian - Buenos AiresMuy bueno! Refleja muy bien la lucha que todos tenemos contra nuestros demonios internos y como aflora nuestra escencia cuando los vencemos. (Continues)

Um Novo Começo

por A. F. Gutman - blog - 27-Jan-2011

     Eu recentemente comecei a treinar kenjutsu e obtive uma grande descoberta. Uma verdade absoluta e incontestável se revelou para mim. Os antigos gregos chamavam estes momentos de epifânia. Nestes momentos descobrimos uma verdade que estava encoberta e quando se revela, modifica as nossas vidas para sempre. Eu experimentei tal reveleção nos meus primeiros treinos no instituto Niten. Quando eu visitei o dojo pela primeira vez pressenti que tinha encontrado um lugar onde seria bem-vindo e que a verdade que tanto procurava iria encontrar.
     Neste lugar, eu encontrei pessoas dedicadas desde o momento que chegam ao dojo a desenvolverem-se tanto fisicamente, quanto espiritualmente. Há uma verdadeira conexão entre o antigo estilo com as vezes do mundo moderno. Uma verdadeira sinergia entre as antigas técnicas dos samurais com pessoas das mais variadas matizes e pensamentos. É algo, de fato, extraordinário.
     Eu vi pessoas que não se importam se são mais fortes, mais altas, mais magras ou o que seja em relação aos outros. Todos são cortezes, amigáveis, instruídos e de grande sabedoria. Enfim, um lugar de paz.
     Eu, então, obtive a minha revelação: a verdadeira paz vem de dentro e não de fora. Ela vem de uma disciplina constante, uma mente focada e um espírito perseverante. Tudo isso eu obtive em poucos treinos no instituto Niten. O destino não pode ser mudado, mas todo homem podem fazer o que puder para se aperfeiçoar até o momento em que ele se revelar. Após tanto tempo, eu posso dizer que encontrei o meu lar.



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